Novas noticias anima a familia Telexfree no Brasil


Telexfree nasceu como empresa de cosméticos

Mudança para negócio da área tecnológica foi feita em 2012



Mikaella Campos/ Vinícius Valfré/ Rodrigo Lyra

Acusada de vender pacotes de tecnologia VoIP para mascarar o crime de pirâmide financeira, a Telexfree (Ympactus Comercial) iniciou suas atividades em um ramo completamente diferente. O registro da empresa na Junta Comercial do Espírito Santo (Jucees), em 2010, revela que ela surgiu com o objetivo de comercializar cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal no varejo.

Procurada, a Telexfree não explicou o porquê da mudança drástica no foco comercial da empresa, em 2012. A Jucees, por sua vez, informou somente que empresas podem fazer esse tipo de alteração nos seus objetivos sociais, desde que a municipalidade permita a realização das atividades sugeridas.

Nesta semana, a empresa concluiu uma nova alteração em seu contrato social: deixou de ser a Ympactus Comercial LTDA para se tornar a Ympactus Comercial S/A.

A mudança de natureza jurídica de sociedade limitada para sociedade anônima foi confirmada pela Jucees ontem.

A modificação é vista com ressalvas pelos Ministérios Públicos que investigam a companhia. Para o Ministério Público do Estado (MPES), a manobra é uma forma de tentar pulverizar culpas por possíveis crimes cometidos.

O promotor Saint'Clair Nascimento Junior sustenta que ao se tornar uma sociedade anônima, dificulta-se o apontamento de responsabilidades de sócios e execução de bens.

A promotora do MP do Acre, Alessandra Marques, teme que, com a mudança, divulgadores da Telexfree sejam convidados pela direção da empresa a fazer parte do quadro societário.

“Há notícias informais de que querem transformar investidores em acionistas. Aí eles não terão o que pagar aos acionistas, já que eles se tornarão donos da empresa. É uma bomba na cabeça deles”, disse.

A promotora acrescentou que a alteração não muda nada nos processos aos quais ela responde, já que eles foram iniciados quando a firma ainda era uma empresa LTDA. Mesmo assim, para Alessandra Marques, a manobra é suspeita. “A cada dia eles se complicam mais. A verdade é essa”, comentou a promotora.

Mudança

O procedimento de mudança aberto pela Telexfree na Junta Comercial foi publicado com exclusividade por A GAZETA no dia 19 de julho.

Na ocasião, o advogado da empresa afirmou que a companhia preferia esperar a conclusão do procedimento na Jucees para explicar o que motivou o pedido de mudança. Novamente procurados, representantes da Telexfree também não esclareceram a razão.

Apresentando a série de documentos solicitados, qualquer empresa pode deixar de ser uma LTDA para virar uma S/A. Mesmo tendo iniciado a mudança em um contexto de bloqueio de bens de sócios e de pagamentos determinados pela Justiça e de uma enxurrada de investigações pelo país e de ações de divulgadores, a Telexfree não comentou as alterações.



Nascimento da empresa

A Telexfree no Brasil, registrada com o nome de Ympactus Comercial, surgiu em março de 2010. O objetivo social da empresa era atuar com comércio varejista de perfumes, cosméticos e higiene pessoal. O dono da empresa era Carlos Roberto Costa.

Alteração

Em fevereiro de 2012, a empresa inicia as atividades no setor de internet, VoIP e marketing e multinível.

Ligação com os Estados Unidos

Até 2011, a Telexfree nos EUA tinha como nome fantasia Disk a Vontade e a razão social era Common Cents. Em fevereiro de 2012, a empresa, que está localizada em Massachusetts, teve a razão social alterada para Telexfree INC.

Sociedade

Em dezembro do mesmo ano, James Merrill e Carlos Nataniel Wanzeler se tornaram sócios do negócio. Carlos Wanzeler passa a ter a maior cota do negócio, sendo 50%. Carlos Costa tem 30%. E o presidente da empresa, nos Estados Unidos, tem os outros 20% do grupo no Brasil.

Sede virtual

Nos Estados Unidos, a empresa não tem sede fixa. O endereço que a empresa dispõe em seu site é de um escritório virtual de locação de salas e escritórios Regus.

BBom altera comunicado após ser desmentida por MP

Depois de ser desmentida pelo Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, a BBom mudou o comunicado sobre o bloqueio judicial em seu site. A empresa havia informado, na página, que a Procuradoria do Consumidor recomendou a companhia a reformular o plano de marketing.

O MPF, no entanto, não solicitou mudança na ação civil pública aberta contra a empresa. No processo, o órgão pede a extinção da BBom por considerar o grupo uma pirâmide financeira.

Ontem, representantes da empresa se reuniram com a procuradora responsável pelo caso, Mariane Guimarães, para sugerir uma mudança no modelo de negócios.

A proposta, no entanto, não terá impacto imediato sobre a liminar que, no início do mês, congelou contas da empresa e também suspendeu as atividades.

A empresa solicitou o encontro com a intenção de apresentar esclarecimentos sobre o funcionamento da empresa.

Os representantes da BBom mostraram preocupação em alterar o sistema da empresa e sugeriram a possibilidade de contratar uma consultoria externa para esse trabalho.

A nota

Ao determinar o bloqueio dos bens da empresa, a Justiça Federal em Goiânia (GO) também obrigou a empresa, acusada de ser uma pirâmide financeira disfarçada, a publicar em seus sites um comunicado sobre a decisão judicial. Mas a BBom foi além e acrescentou à nota que está reestruturando o plano de marketing da empresa, “em atendimento a recomendação do MPF e do Ministério Público do estado de Goiás”.

No novo texto, a BBom corrige a nota e diz que já iniciou a reestruturação do plano de marketing e que o projeto será apresentado oportunamente ao MPF e ao Ministério Público do Estado de Goiás, com o propósito de afastar qualquer mácula ao grupo
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